A Venezuela recebeu autorização para usar 346 milhões de dólares (cerca de 1,77 bilhão de reais) do Fundo Monetário Internacional (FMI) para reconstruir áreas atingidas por terremotos no dia 24 de junho. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (17) pela presidente interina, Delcy Rodríguez.
O país tem 3,568 bilhões em direitos especiais de saque (DES) no organismo, valor equivalente a aproximadamente US$ 5,1 bilhões (R$ 26,07 bilhões). Esses recursos estavam bloqueados porque o FMI não reconhecia Nicolás Maduro como presidente.
Segundo Rodríguez, em comunicado publicado no Telegram, o dinheiro vai ajudar famílias afetadas em áreas como moradia, infraestrutura e serviços públicos.
A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, confirmou que a Venezuela retirou parte de sua própria reserva. Ela disse que o “coração está com o povo” venezuelano durante a recuperação dos terremotos.
“Estamos trabalhando com contrapartes-chave para ajudar a Venezuela a acessar seus próprios recursos do Fundo para necessidades humanitárias urgentes”, escreveu Georgieva no X.
O FMI e o Banco Mundial anunciaram em abril a retomada das relações com a Venezuela, que estavam congeladas desde 2019. A decisão ocorreu depois que os Estados Unidos derrubaram Maduro em uma incursão militar em janeiro.
Rodríguez, que era vice-presidente de Maduro, governa sob forte pressão dos Estados Unidos. Ela promove reformas legais para permitir investimentos privados em setores como petróleo, mineração e gás.
O vice-presidente setorial de Economia e Finanças da Venezuela, Calixto Ortega Sánchez, se reuniu com Kristalina Georgieva no fim de maio. A última reunião formal entre autoridades venezuelanas e uma missão do FMI havia sido em 2004.
