O desembargador Magid Nauef Láuar de Minas Gerais, que havia absolvido um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos com quem mantinha um relacionamento, reverteu sua decisão. Em 25 de fevereiro, o desembargador ordenou a prisão do suspeito e da mãe da vítima. A polícia conseguiu prender os dois em Indianópolis, no Triângulo Mineiro.
Na revisão do caso, o desembargador Láuar explanou que reconsiderou os fatos “com maior profundidade”. Ele cravou que “a diferença de idade entre a menor, à época dos fatos com 12 anos de idade, e o acusado, que contava com 35 anos”, evidencia a “vulnerabilidade e incapacidade da menina de discernir e expressar validamente sua vontade de se relacionar com uma pessoa adulta”.
Na primeira análise, no início de fevereiro, os desembargadores Magid Láuar e Walner Milward Azevedo votaram pela absolvição dos acusados. O único voto contrário foi da desembargadora Karin Emmerich.
O caso chegou à justiça em 2024, após denúncia do Conselho Tutelar devido ao baixo índice de frequência da menina às aulas.
Depois do início do julgamento, surgiram denúncias de abuso sexual contra o desembargador Magid Nauef Láuar. Oprimo de segundo grau do desembargador, Saulo Láuar, alega ter sofrido tentativa de abuso quando tinha 14 anos. Saulo afirmou: “Houve a tentativa do ato em si e eu consegui sair. Depois disso, ele me ligou, pediu desculpas e depois não tocamos mais nesse assunto”.
O desembargador Magid Nauef Láuar optou por não comentar sobre as acusações.
