Caritas: “É preciso prorrogar o tempo de acolhimento dos refugiados”

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altSituação precária pode degenerar em revoltas que colocariam em risco o bom trabalho realizado até agora, diz associação

Os representantes da associação Caritas Ambrosiana dizem estar profundamente preocupados com o encerramento do prazo previsto para o acolhimento dos refugiados provenientes do Norte de África e solicitam que a medida seja prorrogada até, pelo menos, o início da primavera.

"Ter adiado em apenas dois meses o tempo de acolhimento destes imigrantes significa mandar para a rua, ainda durante o inverno, as pessoas mais vulneráveis, entre elas mulheres e crianças que dificilmente conseguirão encontrar soluções de forma autônoma", diz um comunicado da entidade.

De acordo com a Caritas, “ao deixarem os centros de acolhimento os Ter adiado em apenas dois meses já obrigados a atenderem cada vez mais pessoas com necessidades dispondo de cada vez menos recursos". A associação alerta para o fato de que alguns centros, com ou sem razão, podem iniciar a não cumprir os termos estabelecidos pelo novo acordo e, consequentemente, "já nos próximos dias, um número significativo de refugiados podem ficar sem abrigo”.

Além disso, dizem os representantes da Caritas, “a aproximação do encerramento do prazo cria uma compreensível situação de tensão entre os refugiados, ampliada inclusive pela desinformação". Em alguns casos, “esta situação precária pode degenerar em revoltas que colocariam em risco o bom trabalho realizado até agora".

Desde o início da emergência imigração, a Caritas Ambrosiana estima ter recebido em suas próprias instalações ou em estruturas relacionadas a ela, mais de 200 refugiados, a maioria proveniente da Nigéria, Mali, Costa do Marfim , Gana e Somália.