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“A Comissão Europeia está preocupada com a situação dos países do Norte da África, que está se tornando cada vez pior e, se necessário, está pronta para colocar a disposição outros meios para ajudar a administrar um possível incremento do número de imigrantes, provenientes principalmente da Líbia e da Tunísia. A afirmação foi feita pela comissária para Assuntos Internos, Cecilia Malmtrom, por meio de seu porta-voz.

Embora não faça estimativas sobre um eventual número de imigrantes que estariam prontos a deixarem o próprio país para se digirirem à Itália usando embarcações clandestinas, a comissária afirmou que “a Comunidade Europeia está acompanhando atentamente a situação daqueles paíese e, ao mesmo tempo, está se preparando para a chegada de um novo fluxo migratório de massa”.


Segundo Malmstrom, diversos Estados-membros que até o momento têm se mantido em posição neutra, estariam prontos para intervenirem em apoio aos países europeus em dificuldade coma questão da imigração. “É um bom sinal de solidariedade europeia”, disse.

 



Para o senador do PDL, “os fundamentalistas que podem vir a se aproveitar das revoltas representam uma ameaça para aquelas populações e para as nossas nações”

"É preciso equilíbrio e realismo diante à revolta que está ocorrendo em uma vasta área que vai do Norte da África até o Meio Oriente. Os utopistas digitais não se iludam achando que a internet possa garantir liberdade e democrazia em países onde não existe uma realidade política que possa garantir direitos essencias do dia para a noite”. A afirmação é do senador Maurizio Gasparri, líder do PDL no Senado.

“O Ocidente e a Europa devem acompanhar o que está acontecendo, mas devem evitar falsas ilusões. Os regimes não democráticos estão distantes das nossas regras. Os fundamentalistas que podem vir a se aproveitar das revoltas representam uma ameaça para aquelas populações, para a liberdade de todos, para as nossas nações. Isto sem falar nas questões econômicas e energéticas. O mundo está vivendo um momento de grande tensão, mas o desrespeito aos direitos não deve ser subsitutuído por uma guerra religiosa. É preciso manter alta a atenção para evitar ataques à liberdade, assim como a imigração de massa rumo à Europa”, afirma.

Os novos números foram divulgados pelo Ministério do Interior no dia 14 de fevereiro. Ao todo, as cotas disponibilizadas não superam 100 mil.

 

 

Roma, 21 de fevereiro de 2011- Há duas semanas do primeiro click day, segundo o último relatório divulgado pelo Ministério do Interior, foram apresentados 406.392 pedidos de ingressos de trabalhadores:

 

> 334.141 pedidos relativos às cotas previstas pelo artigo 2 do decreto fluxo (trabalhadores de países que mantêm acordos com a Itália), dos quais 236.463 para trabalho doméstico e 97.678 para trabalho subordinado. Estes pedidos foram apresentados no click day de 31 de janeiro, as cotas disponíveis são 52.080;

 

> 64.600 pedidos relativos às cotas cotas previstas pelo artigo 3 do decreto fluxo (trabalhadores domésticos de países que não mantêm acordos com a Itália), dos quais 56.727 para colf e 7.873 para badanti. Estes pedidos foram apresentados no click day de 2 de fevereiro; as cotas disponíveis são 30.000;

 

> 7.651 pedidos relativos às cotas previstas pelos artigos 4, 5 e 6 do decreto fluxo (trabalhadores formados na pátria, descendentes de italianos na Argentina, Uruguai, Venezuela ou Brasil e conversões de permessi di soggiorno). Estes pedidos foram apresentados no click day de 3 de fevereiro, as cotas disponíveis são 16.000.

 

Para consultar o relatório (em italiano) do Ministério do Interior acesse:

http://www.interno.it/mininterno/export/sites/default/it/assets/files/20/0306_Sintesi_dati_click_days_al_14_febbraio.pdf

 

Segundo a deputada do PD, é preciso disponibilzar fundos aos países do mediterrâneo e distribuir os imigrantes entre as nações europeias

“O enorme fluxo de imigrantes, principalmente o que provém da Tunísia, é um problema muito sério. Mais do que se lamentar com a União Européia, o governo italiano deveria tomar conhecimento do que está ocorrendo entre os países ao sul no mar Mediterrâneo”. A afirmação é da senadora Livia Turco, responsável pelo Assuntos de Imigração do partido Democrático.

Em artigo publicado no jornal Unità, a senadora afirma que “os acordos entre a União Europeia e estes países (principalmente Tunísia, Líbia e Egito) que previam apoio à estabilidade destes governos em troca do combate ao terrorismo e do controle dos fluxos migratórios não valem mais”.

Segundo Turco, a crise nestes países decorre da difícil situação econômica, “mas também da insustentabilidade de regimes corruptos, que estão no poder há mais de 20 anos e que privaram a própria população de suas liberdades fundamentais”.

“É necessário um apoio europeu imediato para colocar à disposição fundos extraordinários para a emergência, além de uma distribuição igualitária dos imigrantes entre os páises europeus, assim como a abertura de um diálogo com o governo provisório da Tunísia para a adoção de soluções conjuntas”, afirma.

 


Forças Armadas enviam 200 militares a Lampedusa

O primeiro-ministro Silvio Berlusconi assinou uma medida de emergência destinando um milhão de euros à Proteção Civil para as primeiras intervenções relativas aos desembarques de imigrantes na cidade de Lampedusa, na Sicília.

Além da destinação de fundos emergenciais, a medida prevê ainda a nomeação do “prefetto” de Palermo, Giuseppe Caruso, ao cargo de comissário extraordinário. Caruso ficará responsável pelos serviços de identificação das centenas de estrangeiros que desembaram em território italiano nos últimos dias e pela distribuição da poplação imigrante entre os centro de acolhimento.

É prevista ainda a abertura de um novo centro de acolhimento para os solicitantes de asilo político, que será realizado na província de Catania. Caruso irá contar com o apoio de 200 militares das Forças Armadas e de um grupo de especialistas provenientes do Ministério do Interior para a realização de atividades com caráter “extraordinário e urgente”. Os militares serão encarregados da vigilância e segurança das áreas e estruturas destinadas à gestão da emergência. A intervenção dos militares deverá durar até 30 de junho.

“Para dar trabalho regular aos imigrantes”. As solicitações da Cemi e Cei sobre os desembarques na Sicília.

 

 

Roma, 21 de fevereiro de 2011 – Considerando também os novos desembarques na Sicília, é necessário um decreto fluxo extraordinário para oferecer trabalho regular aos imigrantes. A solicitação foi feita, dias atrás por intermédio de uma nota, pela Comissão Episcopal para as Imigrações (Cemi) do Conselho Episcopal Italiano (Cei) e pela Fundação Migrantes.

 

“Hoje, quem foge do norte da África tem medo de uma guerra civil,  portanto, é importante saber acolher as pessoas que pedem proteção internacional, construindo instrumentos que possam oferecer asilo, proteção extra, humanitária ou temporária”, afirmam os bispos no comunicado.

 

A Cemi e a Fundação Migrantes, enfatiza a nota, espera um “reforço” e “a criação de um percurso estrutural de integração aos requerentes de asilo e  refugiados na Itália”. Além disso, o fortalecimento  da “cooperação internacional nos países do norte da África por meio de recursos e planos de desenvolvimento que não  visem somente a criação de macroprojetos, mas também de microprojetos, construídos com a participação da sociedade, e que possam atender imediatamente as necessidades das famílias nas cidades norte africanas”.

 

A entidades religiosas convidam, enfim, as comunidades cristãs na Itália, principalmente àquelas presentes na Sicília, “a um suplemento de hospitalidade, com gestos que permitam também a classe política, a nível local, regional e nacional, a não responder com o fechamento, a rejeição, ou somente na emergência, os pedidos de justiça, de paz e de proteção que hoje são solicitados por povos, famílias e pessoas em trânsito”.

 

Segundo o ministro do Interior, Roberto Maroni, o país precisa de pelo menos 100 milhões de euros da Europa para administrar a emergência imigração

Após a recente polêmica entre o governo italiano e a comissária para Assuntos Internos da União Européia, Ceclia Malmstrom, sobre o pedido de ajuda para combater a onda de imigração proveniente dos países norte-africanos, o ministro do Interior, Roberto Raroni, apresentou à Câmera dos Deputados uma lista de medidas que, segundo ele, “foram solicitiadas à Comissão Eruopeia, não ontem, mas dois anos atrás”.

1)    “Elaboração por parte da Frontex (agência europeia responsável pelo controle das fronteiras) de um relatório sobre os riscos relativos à atual situação de instabilidade nos países norte-africanos e sobre os cenários migratórios, para ser apresentado no próximo Conselho de Justiça e Assuntos Internos da União Europeia”,

2)    Avaliação da possibilidade de realizar patrulhas conjuntas com outros Estados membros no território marítimo da Tunísia, com o consenso da Tunísia, para interceptar embarcações e garantir a seguranças dos imigrante”,

3)    “Adoção, por todos os Estados membros, do princípio ‘burden sharing’, ou seja, a divisão dos esforços relativos à gestão tantos dos refugiados, quanto dos solicitantes de asilo e dos clandestino”,

4)    “Realização, em até 2012, de um sistema único de concessão de asilo, válido em todo a Europa”,

5)    “Ativação de programas regionais de assistência específicos, com um adequado envolvimento da Agência da Onu para Refugiados”,

6)    Intensificação dos esforços voltados à aplicação do ‘memorandum União Europeia-Líbia’, assinado em outubro de 2010 e ainda não ativado”,

7)    “Envolvimento da Europol (polícia europeia) no desenvolvimento de análises específicas sobre atividades criminais e terrorísticas favorecidas pela crise no Norte da África,

8)    “Destinação de um fundo extraordinário de pelo menos 100 milhões de euros para a atual emergência”.

 

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