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“Identità e Incontro”, iniciativa realizada em parceria pelo Ministério do Trabalho e pelo Coni, visa a integração dos imigrantes através do esporte e da música.

 

Roma, 14 de abril de 2011 - “Identità e Incontro”. Quem não se lembra do “Plano para a integração na segurança” tão propagandeado pelo governo? Para refrescar a memória, aquele que contém o “Acordo de integração” entre o estrangeiro e o Estado italiano, cujo texto difundiu no ano passado uma certa preocupação aos imigrantes devido uma série de imposições duras. Gradativamente, o Plano está entrando em vigor e – supresa! – não vem com a cara do bicho papão. Pelo menos, por enquanto.

 

O Ministro do Trabalho e das Políticas Sociais, Maurizio Sacconi, apresentou no dia 12, o projeto “Identidade e Encontro” no Salão de Honra do “Comitato Olímpico Nazionale Italiano”, , uma iniciativa que visa enfrentar o desafio da integração de cidadãos imigrados e favorecer o encontro de culturas graças ao esporte, à culinária e à música. O projeto, que teve como ponto de partida Modena no dia 6, envolverá mais nove cidades italianas: Bari, Ancona, Latina, Prato, Bergamo, Catania, Roma, Treviso e Torino.

 

Em cada uma das cidades é prevista uma mostra fotográfica “Fornelli d’Italia”, na qual, através das imagens se narra a história de alguns imigrantes que conseguiram se transformar em renomados chefs. Também é previsto um tour musical e, a cada domingo, a Festa do Esporte, com a realização de partidas de futebol, mini vôlei, cricket e entre outras, voltadas principalmente às crianças, entre cinco e 12 anos, de diferentes etnias.

 

No Dia Nacional do Esporte, dia 5 de junho, a festa esportiva acontecerá no estádio Caracalla “Nando Martellini”, em Roma. Finalmente, a iniciativa do Ministério do Trabalho, realizada em parceria com o Coni, se concluirá no dia 19 de junho, com um grande concerto.

 

“Este tipo de iniciativa é um orgulho para o esporte italiano e permite entender que a Itália é um país de acolhimento”, disse o presidente do Coni, Gianni Petrucci, no dia da apresentação. Por sua vez,  o ministro  Sacconi renovou o tom. “A função da integração está implícita nas atividades esportivas. Estamos vivendo momentos difíceis, mas o título escolhido para a iniciativa “Identità e incontro” explica bem que a nossa posição ao problema se distingue com a de outros países”, disse.

 

O aumento do empregadores estrangeiros na disputa para contratação de mão-de-obra do exterior pode ser um reflexo positivo do desempenho das empresas étnicas no país, mas também a ocorrência do famoso “jeitinho” para ingressar conterrâneos.

 

 

Roma, 14 de abril de 2011- O decreto fluxo 2010 confirma uma tendência: o aumento de empregadores estrangeiros que disputam a contratação de trabalhadores vindos do exterior. A adesão neste ano foi de 200 mil. No primeiro “click day” (para os trabalhadores provenientes de países que firmaram acordos de cooperação com a Itália), 159 mil empregadores estrangeiros apresentaram pedidos de contratação, quase se equiparando com os 172 mil italianos.

 

Os dados do Ministério do Interior, elaborados pelo jornal Sole 24Ore, demonstram que no segundo “click day” (reservado ao trabalho doméstico de países que não mantêm acordos migratórios com a Itália), os empregadores estrangeiros teriam superado os italianos. Quase um terço do número total de requerimentos apresentados foi enviado por empregadores da China, da Costa do Marfim e do Equador.

 

Na “sanatoria” 2009 para “colf” e “badanti”, os empregadores com nacionalidade não italiana representaram 13% dos requerentes.

 

 “Observamos com interesse e esperança esta nova primavera da democracia no norte da África, não podemos ignorar o êxodo de massa”

 Os principais sindicatos de trabalhadores da Itália pedem à União Europeia que aplique a diretiva criada pelo governo italiano que prevê proteção temporária aos imigrantes tunisianos desembarcados recentemente no país. Por meio de um comunicado enviado ao secretário geral da Confederação Europeia dos Sindicatos, os representantes da Cgil, Cisl e UIL pedem aos demais sindicatos europeus que façam pressão em Bruxelas e sobre o governo de seus países para que adotem a medida do governo italiano.

“Enquanto observamos com interesse e esperança esta nova primavera da democracia que surge no norte da África, não podemos ignorar o enorme impacto que este conflito está tendo e possivelmente ainda terá em termos de êxodo de massa de imigrantes e refugiados para a Europa”, dizem. “Todos os dias milhares de pessoas colocam-se nas mãos de traficantes sem escrúpulos e partem para uma viagem de esperança que é extremamanete perigosa, e muitas vezes pagam com a própria vida o sonho de vir à Europa em busca de uma vida melhor”.

O governo italiano decidiu conceder uma permissão de estadia temporária a estas pessoas, “mas é muito importante que os demais países do espaço Schengen também adotem esta medida, a fim que os  imigrantes que escapam do norte da África e que tenham família ou parentes residentes em outros Estados europeus possam ir encontrá-los sem terem impedimentos nas fronteiras”.

“Não há hipótese de separação”, diz o presidente da Itália, Giorgio Napolitano

“É preciso que haja uma política comum em matéria de imigração, mas o tema não deve se transformar numa ocasião para distanciar a Itália da Europa”, afirma o presidente da República da Itália, Giorgio Napolitano.

“O meu entendimento é por um empenho forte da Itália na Europa, a fim de que o nosso país continue a buscar com tenacidade uma visão comum e elementos de política comum, inclusive sobre o tema da imigração”.

A afirmação do presidente da República foi feita após os comentários de diversos representantes do governo italiano contra a União Europeia e contra países como a França e a Alemanha pela posição de distanciamento em relação ao probelma da imigração que está atingindo a Itália. Recentemente, em visita à ilha de Lampedusa, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi havia dito: “Ou a Europa nos ajuda ou é melhor nos separarmos”.

Napolitano se declara contrário a ressentimentos contra o bloco europeu, mas ressalta a necessidade de que todos os países da União Europeia se responsabilizem pela atual pressão migratória que chega às suas fronteiras. “No mundo globalizado, nenhum país pode resolver a situação sozinho: a Europa precisa de mais unidade e mais integração”, disse o presidente italiano.

A pesquisa da associação : “seis em cada 10 estrangeiros irregulares não conseguem obter o código STP”.

 

 

Roma, 14 de abril de 2011- “Rashid, um imigrado de 30 anos, portador de um problema cardíaco, tentou ser atendido no Hospital Fatebenefratelli  de  Milão. Embora fale quatro línguas, entre as quais a italiana, ele não conseguiu obter o código STP. Só depois de recorrer à associação Naga, e percorrer um longo caminho, conseguiu efetuar uma nova solicitação e agora espera que seu direito de ser medicado seja reconhecido.”

 

O exemplo de Rashid é uma realidade na assistência de saúde, que com freqüência é negada aos imigrantes irregulares da Lombardia. Uma situação que a associação de voluntários Naga denuncia por meio do relatório “La Doppia Mallatia” (“A Dupla Doença”), que reúne os resultados de uma pesquisa  conduzida com 560 pacientes, que recorreram ao ambulatório médico da entidade.

 

O documento revela a existência de “uma distribuição e uma gestão ineficientes do código Stp (que indica a condição “Straniero temporaneamente presente”), instrumento através do qual, por lei, os hospitais italianos podem e devem garantir a assistência de saúde também aos imigrantes irregulares. Seis em cada 10 pacientes que se apresentaram em um pronto-socorro, antes da visita na Naga, ou que foram convidados pela associação para pedir o código STP em um hospital, tiveram o pedido rejeitado. No total, 94 estrangeiros passaram pela experiência.

 

A pesquisa, conduzida por 13 médicos voluntários desde a metade de novembro de 2010 até meados de março deste ano, revelou também que, na maior parte dos casos, são os homens que têm a assistência negada (77% contra 23% de mulheres). Em geral, eles têm em média 37 anos e são provenientes sobretudo do Norte da África (Egito, Marrocos e Tunísia), seguidos daqueles oriundos do Senegal, do Sri-Lanka, de Blangladesh, da România e do Peru. Entre os pacientes que tiveram o STP negado, apenas 26% apresentava insuficiente conhecimento da língua italiana. Já, em relação às doenças, foram encontradas com mais freqüência àquelas ligadas ao aparato respiratório, sistemas osteomuscolar e gastrointestinal.

 

Os dois médicos que coordenaram a pesquisa, Stefano Dalla Valle e Gugliemo Meregalli, alertam que o atendimento aos imigrantes irregulares é comprometido também pela falta de informação, seja dos operadores de saúde que dos cidadãos estrangeiros que encontram dificuldades para ter acesso aos serviços de saúde”.

 

O estudo identifica três propostas para modificar a situação vigente e evitar que os irregulares continuem a sofrer dupla doença, ou seja, a orgânica e àquela que decorre da falta de acesso ao tratamento. A primeira prevê “a inscrição dos estrangeiros nas listas dos médicos de medicina geral, que permitiria uma radical modificação da situação existente, a partir da simplificação dos procedimento para promover um acesso automático e eficaz à saúde”.

 

A segunda propõe “a aplicação homogênea da norma nacional em vigor e a conseqüente concessão e gestão sucessiva do código STP em todas as estruturas públicas e convencionadas da Lombardia. Tal gestão compreenderia os sucessivos percursos diagnósticos e terapêuticos”. Finalmente, a última proposta da Naga refere-se a “campanhas públicas de sensibilização, formação e informação sobre as normas vigentes e os direitos fundamentais na área da saúde para estrangeiros regulares ou não.”

 

O Banco Mundial (Bird) alerta que cerca de 1,5 bilhão de pessoas vivem em países que são atingidos frequentemente por ciclos repetitivos de violência, que se caracterizam como o principal responsável pela má qualidade de vida da população. Os especialistas advertem que os esforços para corrigir os problemas econômicos e políticos devem ser associados ao combate à violência.

No relatório Desenvolvimento Mundial 2011: Conflito, Segurança e Desenvolvimento divulgado ontem, os especialistas do Bird afirmam ainda que as tensões internas e internacionais, como desemprego dos jovens, choques de renda, tensões entre grupos étnicos, religiosos ou sociais e as redes de tráfico, aumentam quando combinadas com a “fraca capacidade” ou a “falta de legitimidade” das principais instituições nacionais. Como exemplo, citam o que ocorre nos países muçulmanos atualmente.

"Se quisermos romper o ciclo de violência e diminuir as tensões que o levam, os países devem desenvolver [meios] mais legítimos, responsáveis e capazes de instituições nacionais que fornecem justiça para os cidadãos, segurança e empregos", afirmou o presidente do Banco Mundial, Robert B. Zoellick.

Zoellick disse que crianças que vivem em países cuja a estrutura política, econômica e social é frágil são duas vezes mais suscetíveis à subnutrição e têm três vezes mais probabilidade não frequentar salas de aula. Segundo ele, a violência tem a capacidade de ampliar os efeitos a ponto de contamina as áreas vizinhas.

Os dados do relatório mostram que mais de 90% das guerras civis na década de 2000 ocorreram em países que viveram situações semelhantes nas últimas três décadas. Há países, segundo o estudo, onde os processos de paz são prejudicados pelos elevados níveis de influência do crime organizado.

No estudo há sugestões sobre medidas que podem e devem ser adotadas na busca da chamada “reconstrução da confiança entre os cidadãos e o Estado”. As propostas são medidas de transparência, dotações orçamentárias especiais para segmejntos sociais desfavorecidos, fim de leis discriminatórias e adoção de compromissos para reformas a longo prazo.

O relatório foi elaborado a partir de análises dos pesquisadores avaliando as decisões tomadas pelos líderes políticos dos países em desenvolvimento, assim como o sistema das Nações Unidas e das instituições regionais do mundo.

Agência Brasil

 

A Lombardia é a região que mais solicitou autorização para contratar imigrantes, mas apenas 16% serão atendidos

Com cerca de 400 mil pedidos de contratação de trabalhadores imigrantes e 100 mil cotas de ingressos disponíveis, o último “decreto fluxo” deverá satisfazer em média um empregador em cada quatro. Nas regiões do norte da Itália, entretanto, a disputa será ainda mais acirrada: apenas um aspirante a empregador em cada seis terá a autorização para contratar um trabalhador estrangeiro. Mas a região onde a disputa será maior é o Vêneto, onde apenas um em cada 13 pedidos de contratação será atendido.

Os dados fazem parte do estudo sobre o “decreto flusso 2010” realizado pela “Fondazione Leone Moressa”, com base nos últimos dados disponibilizados pelos ministérios do Interior e do Trabalho. Em prática, os pesquisadores cruzaram as informações regionais com o número de requerimentos enviados durante os três “click days” (os três primeiros dias de recebimento dos pedidos) e a quantidade de cotas de ingresso disponibilizadas.

Nas regiões ao norte do país, onde se concentram cerca de 64% dos pedidos de contratação, foram disponibilizadas 46% do total de cotas de ingresso previstas pelo decreto, ou seja, de todos os requerimentos apresentados naquela região, apenas cerca de 15% será atendido. Já nas regiões centrais e ao sul do país, serão satisfeitas respectivamente cerca de 32% e 31% dos pedidos.

A Lombardia é a região na qual se concentra o maior número de requerimentos (116.306, equivalente a 29,5%) e à qual foi atribuída a maior quantidade de autorizações de ingresso (19.215, equivalente 22,5%): mas apenas 16,5% dos pedidos serão atendidos.

As regiões Emilia Romagna e Vêneto, embora estejam na segunda e na terceira posição por quantidade de requerimentos enviados, irão receber apenas 7,8% e 4,1% das cotas de ingresso, respectivamente. Também neste caso a proporção entre a quantidade de pedidos de autorização para contratar imigrantes e a quantidade de cotas disponiblizadas está abaixo da média nacional, com respectivamente 13,1% e 7,5%.

Ao contrário, nas regiões Puglia, Lazio, Marche e Basilicata a proporção entre os pedidos e a quantidade de autorizações disponibilizadas é superior à média nacional, com respectivamente 62%, 40%, 39% e 35%.

No total, a região Lazio recebeu 17% das cotas; seguida do Piemonte, com 8%; da Emilia Romagna, com 7%; da Puglia, com 6%; e da Campanha, com 6%.

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