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A exemplo dos Estados Unidos, União Europeia também quer turistas de países emergentes e para isso pode até facilitar a concessão de vistos

Por meio de um comunicado, divulgado na semana passada, a Comissão Europeia orientou os países membros que, para facilitar o crescimento econômico da União Europeia, é necessário o desenvolvimento de uma política comum sobre o tema dos vistos, que permita um aumento de turistas aos países membros. “No atual estado de flexão econômica, devemos esforçar para aumentar os fluxos turísticos à Europa e ao mesmo tempo devemos continuar garantindo a segurança nas nossas fronteiras”, declarou Cecília Malmström, comissária para os assuntos internos.

Segundo Malmström, a facilitação das oportunidades de viagem para a Europa aos turistas em regra, que não constituem um risco para a segurança, só reforça a posição da União Europeia de primeiro destino turístico do mundo, um sucesso altamente desejável para a economia do bloco”. O comunicado, ressaltou o vice-presidente Antonio Tajani, é “um marco fundamental porque significa que a instituição reconhece oficialmente a importância de levar em consideração aspectos econômicos para tomar decisões relativas às políticas dos vistos”.

As estatísticas indicam que o número de vistos emitidos pela União Europeia  aumentou notavelmente nos últimos anos, enquanto a quantidade de pedidos rejeitados permaneceu limitada. No ano passado, os países membros emitiram mais de 12,5 milhões de vistos para estadias breves (vistos Schengen) a cidadãos extracomunitários. Só a Itália concedeu quase 1,5 milhões, ocupando a terceira posição depois da França (1,9 milhões) e Alemanha (1,6 milhões).

Embora as normas para vistos em vigor já permitem superar muitos obstáculos, se os consulados dos Estados membros aplicassem corretamente o código dos vistos, a Comissão Europeia não descarta a possibilidade de introduzir modificações às atuais normas para, entre outros, abreviar o prazo de emissão de vistos pelos consulados, simplificar os formulários e a apresentação dos documentos e viabilizar a emissão de vistos para ingressos múltiplos.

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A imigração de albaneses para Itália é tema do documentário de Roland Sejko que será apresentado no Torino Film Festival. A obra focaliza as causas que motivaram o êxodo em massa

“Anija – A nave”, do diretor Roland Sejko, de 44 anos, é um dos filmes, fora do concurso, que será apresentado no “Torino Film Festival”,no dia 25 de novembro. O documentário focaliza o “êxodo dos albaneses” à Itália, marcado pela chegada de inúmeras embarcações, com uma grande massa de imigrantes, na costa Adriática nos primeiros dias de março de 1991. Diferente de outras produções inspiradas no mesmo tema, “Anija – A nave” trata os eventos imigratórios sob a ótica da partida – as causas que estimularam os enorem fluxos de pessoas -  e não do ponto de vista da chegada.

“A minha intenção foi desencorporar da multidão os rostos das pessoas, através de seus depoimentos e o uso de documentos inéditos”, disse Sejko, que em 1991 fugiu da Albânia a bordo de uma daquelas naves.

Desde 1995, o cineasta trabalha no Instituto Luce, onde participou de vários projetos, junto ao departamento de Filmes e depois do Arquivo Histórico Luce. Em 2008, ele estreou como roteirista e diretor com outro documentário, “Albânia, o país defronte”, produzido e distribuído pelo Instituto Luce. Em 1999, fundou e dirigiu por anos o Bota Shqiptare, o único jornal albanês publicado na Itália.

alt“Os imigrantes defendem direitos que os italanos não querem mais defender”, diz o escritor durante o programa ‘Che Tempo Che Fa’

A exploração de trabalhadores imigrantes no sistema de produção agrícola italiana foi o tema abordado pelo escritor Roberto Saviano durante o programa “Che Tempo Che Fa del Lunedì”, transmitido pela Rai 3 na última segunda-feira. Em seu monólogo, o jovem napolitano afirmou que a maior parte da agricultura do país está comprometida com os interesses de máfias locais, desde a gestão do solo até as redes de distribuição de produtos alimentares.

O escritor apresentou a história do jovem Yvan Sagnet, natural da República dos Camarões e estudante de engenharia do Politécnico em Turim. No verão de 2011, Sagnet trabalhou como colhedor em lavouras de tomates localizadas em Nardo, na província de Lecce, onde organizou uma greve de trabalhadores africanos em favor de melhores condições de trabalho. As reivindicações motivaram outros protestos em diferentes regiões agrícolas, atraindo a atenção da mídia nacional. Graças a estas manifestações, o Parlamento acelerou a aprovação da lei que tipifica o crime de “caporalato” na Itália, ou seja, que criminaliza a intermediação de mão-de-obra.

“A cidadania é algo que vai além do âmbito legal. Alguém que defende seus direitos, que transforma o país, é isto que faz de uma pessoa um cidadão. Yvan está lutando por uma Itália melhor”, comentou Saviano. O escritor sugeriu a candidatura de Sagnet à prefeitura de Castelvolturno, cidade da província de Caserta que teve a Câmera de vereadores dissolvida por ter relações com a organização criminal Camorra. “É necessário um prefeito que tutele os direitos, um prefeito exatamente como Yvan”, disse Saviano.

No palco ao lado de Saviano, Sagnet ressaltou que a exploração e a intermediação ilegal de trabalhadores imigrantes constituem um problema nacional. “Três produtos em cada cinco que vão parar nas mesas das famílias italianas são fruto do trabalho análogo à escravidão, realizado por estrangeiros”, disse o camerunense.

Entre as propostas do jovem africano estão um maior controle das condições de trabalho no setor agrícola italiano, um serviço público de colocação de emprego para cruzar oferta e demanda e a utilização dos bens confiscados à máfia como moradia para os trabalhadores.

Sagnet classificou ainda como “desumano” a subordinação da permissão de estadia a um contrato de trabalho e concluiu com um apelo em favor da reforma da lei de cidadania para os imigrantes de segunda geração. “Tenho um sonho, gostaria que uma criança nascida na Itália, filha de pais estrangeiros, que cresce na Itália e que frequenta a escola italiana se sentisse, e fosse - plenamente reconhecida-, cidadã italiana”.

Assista ao vídeo:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=SNquPir3mSI

 

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Jornal da Lega Nord afirma que o “ministério da Educação sabe quais são os estudantes clandestinos, mas tolera a ilegalidade”

Os leghistas insistem na expulsão dos clandestinos. E para atingir tal finalidade, defendem que a “limpeza” deve começar nas escolas, pelos filhos de imigrantes que não possuem o “permesso di soggiorno”. A nova caça foi defendida por Giuseppe Reguzzoni, que mantém a coluna “Dietro la lavagna” no jornal La Padania.

Na edição do dia 1 de outubro, inspirado pelos últimos dados divulgados pelo ministério da Educação, o colunista afirmou que o “o ministério conhece os alunos clandestinos mas tolera a ilegalidade”. “Entre os 756 mil estrangeiros matriculados nas escolas italianas, constam também alunos sem permissão de estadia. Portanto, o ministro, ou seja o Estado, sabe perfeitamente quais são e onde se encontram os clandestinos, mas finge não saber. Por quê? Se a lei diz que quem é clandestino, deve ser expulso”, escreveu Reguzzoni.

O colunista entretanto desconhece que, desde a instituição das primeiras leis sobre a imigração, a Itália aprovou o direito-dever da educação para todos os filhos dos imigrantes, independentemente da legalidade de permanência dos pais. Para efetuar a matrícula escolar não é necessário apresentar o “permesso di soggiorno”, portanto o Estado não sabe quais alunos são “clandestinos”.

Mais grave é que Reguzzoni ignora os próprios passos do seu partido que em 2009 tentou incluir no decreto legislativo sobre segurança uma norma com a mesma finalidade. Na época, o então ministro do Interior, Roberto Maroni, atual secretário geral da Lega Nord, cancelou a exigência da apresentação do “permesso di soggiorno” para fins de matrícula escolar após uma intervenção do presidente da Câmara, Gianfranco Fini.

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“É uma ofensa para toda comunidade. Constituiremos a parte civil”, disse o prefeito da cidade, que já denunciou o caso ao UNAR

O prédio da prefeitura municipal de Arezzo foi pichado por racistas anônimos que deixaram a mensagem: “Atenção asquerosos estrangeiros, os fascistas estão de volta”. O episódio ocorreu na noite de terça-feira (6), mesmo dia em que foi apresentado o relatório que aponta a presença, na província, de quase 40 mil imigrantes (11% da população) de 128 nacionalidades diferentes. O número indica que a população imigrante em Arezzo praticamente quadruplicou nos últimos 10 anos

O insulto racista foi arduamente condenado pelo prefeito de Arezzo, Giuseppe Fanfani, que apresentou uma denúncia às forças de ordem. “Os autores só representam eles mesmos e não a cidade democrática e acolhedora que Arezzo é . Os fascistas não retornam nem agora nem nunca pela mesma razão. O adjetivo ‘asqueroso’ não é atribuído à pessoa que se encontra na nossa cidade para trabalhar e para construir um novo futuro para si e para todos, juntamente com aqueles que nasceram aqui”, disse o prefeito.

Fanfani afirmou que a “administração municipal constituirá a parte civil e pedirá às forças de ordem um esforço particular para identificar e punir os autores da pichação racista. “Não escolheram uma parede qualquer mas àquela da máxima instituição democrática da cidade para desabafar a própria estupidez. Alguém dirá que se trata de uma molecagem. Talvez. Mas o certo é que se trata de uma ofensa à casa de todos os cidadãos de Arezzo”, afirmou Fanfani.

O UNAR - Departamento Nacional Antidiscriminação Racial – também pronunciou sobre o caso. “Oferecemos total colaboração ao prefeito de Arezzo, Giuseppe Fanfani, e concordamos plenamente com sua posição”, comentou Marco De Giorgi, diretor geral do órgão, após o encerramento do encontro sobre imigração realizado ontem (7) pela ACLI em Palermo.

Ao anunciar que o UNAR iniciará uma imediata investigação sobre o episódio, De Giorgio afirmou que “a ocorrência do caso em Arezzo, justamente quando se discutia na Sicília o tema da integração intercultural sob uma perspectiva de inovação, é um estímulo para o departamento apurar o caso com maior tenacidada”.

“Esses comportamentos pedem uma rápida e adequada condenação também com base no que prevê a Lei Mancino, que pune o incitamento ao ódio racial, neste caso contra os cidadãos estrangeiros que vivem e trabalham em Arezzo”, concluiu o diretor do UNAR.

  

altObama promete legalizar os imigrantes enquanto Romney defende programas de repatriação voluntária

Depois de uma campanha intensa e de pesquisas de intenção de votos mostrando empate técnico, as eleições dos Estados Unidos ocorrem hoje, polarizando a disputa entre o presidente Barack Obama (democrata) e Mitt Romney (republicano). Ambos divergem nos principais temas em discussão no país: economia, política interna e externa, e questões sociais, entre elas a imigração.

De fato, em 2008 Obama havia prometido mudar o sistema de imigração, mas suas tentativas foram frustradas. Agora o candidato à reeleição promete empenhar-se para, por exemplo, legalizar os trabalhadores estrangeiros que estão no país. Em sua gestão, houve um número recorde de informações sobre imigrantes ilegais, mas uma redução na quantidade de jovens levados ilegalmente para o país pelos pais.

Romney tem um discurso antagônico, assumindo uma posição crítica em relação aos imigrantes ilegais e recomendando a deportação voluntária para os países de origem. Também disse ser favorável a montar uma estrutura capaz de fechar a fronteira entre os Estados Unidos e o México.

Em relação à política externa, Obama promete retirar até o final de 2014 as tropas norte-americanas do Afeganistão. Romney considera Obama brando em relação ao Oriente Médio, à China e à Rússia,  assim como ao Irã.

Maltinistério da Instrução abre 11 mil vagas para professores de ensino elementar, médio e secundário

Dentro de poucos dias termina o prazo de inscrição para o concurso público para professores e, mais uma vez, foram excluídos os estrangeiros extra-comunitários, ainda que tenham se formado e se qualificado na Itália. De fato, o edital da prova remete aos “requisitos gerais de acesso ao emprego na adminsitração pública” e, portanto, aceita apenas candidatos italianos ou cidadãos de outros países da União Europeia.

Contrárias à exclusão, as associações Estudos Jurídicos sobre a Imigração e a Rede G2, que luta pelos direitos dos imigrantes de segunda geração, solicitaram ao ministro da Instrução, Francesco Profumo, de elimiar o requisito relativo à cidadania. De fato, a regra viola o princípio de igualdade de tratamento previsto na Convenção sobre os Trabalhadores Imigrantes, na Lei de Imigração e no Decreto Legislativo 215, de 2003.

Em ausência de uma resposta por parte do ministro, representantes das duas associações estão movendo uma ação civil antidiscriminação junto ao Tribunal de Roma. A autora do processo é uma jovem de origem croata, residente na Itália 20 anos e formada em química pela Università La Sapizena, em Roma.

“Decidimos apoiar esta ação judicial porque esta exclusão representa  uma diferença irracional no tratamento de trabalhadores comunitários e não-comunitáiros. No caso específico, trata-se de uma jovem crescida e formada na Itália”, diz Mohame Tailmoun, porta-voz da Rede G2.

“Excluir parte da população italiana do acesso à carreira pública, de fato, impede a estas pessoas de cumprirem com o direito/dever de plena participação na vida econômica e social do país”, afirmam os representantes da Asgi.


 

 

 

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